Correndo por entre os corredores entrelaçados,
Eu senti os espinhos rasgarem minha pele
E o meu sangue tornar as rosas vermelhas.
O branco não existia mais.
Escapei pela portas do fundo
Fugindo de tudo que me desagradava
Mas, não consegui fugir das minhas memórias
Com as pernas
doloridas, eu desabei.
Naquele
labirito de rosas,
Os meus gritos eram impossíveis de se ouvir
E as rosas vermelhas não se importavam com a minha dor.
As rosas brancas se tornavam vermelhas com o meu sangue.
As rosas nunca se importaram, (nunca, nunca, nunca)
Percebi, então, que nunca me ouviriam.
Desde então, eu me tornei uma Rainha das Rosas.
O vermelho ardente é tão distante.
Como Rainha das Rosas eu quebrei corações (estilhaçados pelo chão)
E com seus pedaços eu construi minha estrada de tijolos vermelhos.
Minha estrada de tijolos não leva a
Oz, mas sim a um lugar escuro e desprezível.
Quebrei corações até as rosas pingarem sangue.
Caminhei pelo caminho que escolhi,
Sempre
consciente que quando chegasse ao final, não haveria mais volta
Os espinhos me perfurariam,
E eu morreria ali.
Em um labirinto de mentiras,
Eu guardei meu coração com minhas memórias em uma caixa
E a entreguei às rosas.
Nunca mais a terei de volta.
Eu corri por um
labirinto de rosas,
Sem memórias, sem coração
O caminho que percorri era doloroso e cheirava a sangue
Mas, eu consegui fugir.
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