Dee e Dum.
sábado, 27 de novembro de 2010
Dee e Dum, eles são Tweedledee e Tweedledum (Dee e Dum)
Hey, senhorita, não me confuda com o meu irmão
Por que, como pode ver, somos completamente diferentes! (Confusa, confusa)
Eles são Dee e Dum.
Com nossos brinquedos, não nos divertimos (Nós queremos brincar com você)
Dee disse que o que é não pode ser por que não se é quando não se é
Dum acha que não, podemos ser o que não somos até mesmo quando não se é
Se é, é, se não é, pode-se ser também.
Nós passamos tanto tempo esperando a próxima Alice
Que esquecemos do seu rosto
Mas o seu amor ainda é vivo em nós
Dee e Dum nunca deixaram a senhorita sozinha.
Dee e Dum, para que lado posso achar o caminho certo?
A esquerda, à direita. Não, Dee, não se pode ir aos dois ao mesmo tempo!
Por que não se pode, Dum? Se Alice está ao mesmo tempo no meu coração e no seu?
Marcadores: Alice
By: ~ QueenOfNothing ~
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Chuva.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Do alto do telhado, observava as luzes da cidade. As cores do crepúsculo se dissolviam em azul escuro aos poucos. Os raios de sol, agora já fracos, ainda pintavam o dia de amarelo. A cidade acendia suas luzes coloridas, luzes de carros, de prédios e casas... Talvez, em seu coração, ela desejava que aquelas luzes iluminassem sua mente.
Logo o inverno chegaria, o branco invadiria o mundo e os dias amarelados deixariam de existir. A sensação de segurança que os dias quentes lhe traziam se desvaneceriam. Os coloridos dos dias morreriam com o branco do inverno. Silenciosa, uma fraca chuva começou a cair, voltou seu rosto para o céu e as gotas d'água lhe molharam o rosto, fundindo-se com gostas maiores que escorriam de seus olhos. "Céus, estão chorando comigo?", perguntou-se a menina. Sorriu. Os céus não choravam com ela, os céus eram irônicos e fingiam chorar enquanto riam da sua dor.
Abraçou os joelhos, a chuva se intensificava. Não havia mais lugar para voltar, não havia porque voltar. O vermelho do fogo matará tudo, o vermelho invadira seus pequenos olhos e queimará seu coração. Dos dias amarelados que vivia, restou apenas o preto da morte. O doce calor da mãe, o doce carinho do pai. O vermelho matará tudo.
A chuva fraca que caia intensificara a cada minuto, e agora despejava com força sua tristeza sobre um mundo. Por um ultimo momento, olhou o céu novamente. Agora o amarelo dera lugar ao cinza. Cinza melancólico, um cinza da cor de seus medos. Descerá rápido do telhado, gostaria de dizer que aquela casa era sua. Mas não era. Correu para longe , corria o máximo que suas pernas agüentavam, mas, estava perdida. Não que não soubesse onde estava, mas não sabia para onde ir. Parou de correr, agora não se importava mais que a chuva lhe molhasse o corpo, não se importava se aquilo lhe traria alguma doença futuramente. Apenas andou, sem rumo pelas ruas da cidade. O vento começará e jogava seus longos cabelos para trás, a medida que o vento lhe acertava, mais frio sentia. Sentia o corpo tremer e a boca congelar, abraçou-se, mas aquele calor humano não era suficiente. Olhava à sua volta. Pais com seus filhos, todos bem agasalhados e debaixo de guarda-chuvas.
Mães agasalhando seus filhos.
Todos quentes e protegidos da chuva.
Menos ela.
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By: ~ QueenOfNothing ~
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Isso é real.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Naquele porão velho, quando abri as janelas, os raios de sol refletiram na poeira. Eu brinquei por alguns minutos com aquele feixe luz, criando espirais no ar. Passei meu dedo naqueles móveis velhos, sentindo uma camada negra se formar. Limpei-o no feixe de luz, observando aquela poeira tão nitída se tornar invisível ao alcançar as sombras.
Precisava estar ali, uma ultima vez antes de demolirem. Precisava ver que o lugar que foi palco dos meus maiores pesadelos realmente existia, que não era uma invenção da minha mente. Como em um flash, todas as minhas memórias dançando diante de mim, como em uma valsa diabólica. O som, cheiro, cores vivídos abraçavam-se e tudo se fazia claro ali: acontecimentos gerando outros acontecimentos, por suas vez, mais terríveis que os primeiros. Uma terrível reação em cadeia, onde os fatos se entrelaçavam em um caos vermelho.
Era real. Tudo era real demais. Eu gostaria que continuasse sendo apenas uma ilusão minha. Caminhei em direção a porta, olhei por uma última vez aquele lugar. Tomei impulso e fechei a porta. Esqueça-os, me disse. Esqueça-os até que precise se lembrar de que isso é real.
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By: ~ QueenOfNothing ~
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Novo visual ~!
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Olá, queridos.
Como vão? <3 ~
Bem, esse post é para falar sobre o novo layout do blog! O quê vocês acharam? E, não, essa não é uma pergunta retórica.
Me deu um pouco de trabalho fazê-los e colocá-los. Coisas como o relógio e os seguidores sumiram, mas, vou tentar dar um jeito nisso.
Então, deixem os seus comentários me dizendo o quê acharam.
Ahn, agradeço aos que comentaram/seguiram o blog até agora. O apoio de vocês é muito importante. <3 ~
By: ~ QueenOfNothing ~
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Labirinto de Rosas
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Correndo por entre os corredores entrelaçados,
Eu senti os espinhos rasgarem minha pele
E o meu sangue tornar as rosas vermelhas.
O branco não existia mais.
Escapei pela portas do fundo
Fugindo de tudo que me desagradava
Mas, não consegui fugir das minhas memórias
Com as pernas
doloridas, eu desabei.
Naquele
labirito de rosas,
Os meus gritos eram impossíveis de se ouvir
E as rosas vermelhas não se importavam com a minha dor.
As rosas brancas se tornavam vermelhas com o meu sangue.
As rosas nunca se importaram, (nunca, nunca, nunca)
Percebi, então, que nunca me ouviriam.
Desde então, eu me tornei uma Rainha das Rosas.
O vermelho ardente é tão distante.
Como Rainha das Rosas eu quebrei corações (estilhaçados pelo chão)
E com seus pedaços eu construi minha estrada de tijolos vermelhos.
Minha estrada de tijolos não leva a
Oz, mas sim a um lugar escuro e desprezível.
Quebrei corações até as rosas pingarem sangue.
Caminhei pelo caminho que escolhi,
Sempre
consciente que quando chegasse ao final, não haveria mais volta
Os espinhos me perfurariam,
E eu morreria ali.
Em um labirinto de mentiras,
Eu guardei meu coração com minhas memórias em uma caixa
E a entreguei às rosas.
Nunca mais a terei de volta.
Eu corri por um
labirinto de rosas,
Sem memórias, sem coração
O caminho que percorri era doloroso e cheirava a sangue
Mas, eu consegui fugir.
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By: ~ QueenOfNothing ~
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Pureza em azul
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Dizem que os olhos são o espelho da alma.
Então, minha alma é tão impura quanto meus olhos?
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Eu observava aquelas marcas roxas no meu corpo. Rolei pela cama, fingindo rir. Ele, na janela, me ignora. Paro de sorrir, por que não é o suficiente para você. Sou impura demais para mostrar um sorriso verdadeiro, não é? E, enquanto olha pela janela, você espera por ela. Aquela que tem os olhos verdes cor de água, aquela que é
transparente e pura. Ela, sim, pode te dar um sorriso verdadeiro.
Eu tenho olhos azuis impuros. Olhos cor de céu distante e indiferente, mesmo diante de atrocidades. E quer saber por quê tenho esses malditos olhos azuis? Por que sou filha da luxúria. Filha de um homem qualquer. Este, que tinha olhos azuis, os deu para mim para que nunca me esquecesse de que o pecado está em mim. Que já nasci maculada com a impureza.
Não deveria pensar que sou especial, só por que todas as noites você aparece e pede por mim, nem se importando em pagar mais. Eu deveria estar contente apenas com o pouco de calor humano que me oferece. Mas, não. Eu
precisava criar este sentimento falso, para apagar a solidão que sinto quando durmo ao seu lado. Eu queria o seu calor humano para esquecer o meu frio interior, entende?
Quando me olho no espelho, não há nada
refletido. E, quando vejo algo, é apenas algo quebrado. Vazio. Sem nexo. Então, pelo menos para você, eu gostaria de ser algo. Ah, mas claro, você não quer ouvir sobre isso. O que te importa é ter algo para
foder fingindo que é ela. Tudo bem, eu posso conviver com isso.
Você conhece a música que diz "
She'
ll give it up,
if you wanna pay up", não é? Serei assim.
Redlight District Queen.
Ele acendeu seu cigarro e saiu. Próximo cliente, por favor.
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P.s: A música referida é Redlight District - Porcelain and the tramps.
Agradeço a Nao por ter me ditos quais eram os erros nessa. ~
Marcadores: Cores, One short
By: ~ QueenOfNothing ~
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